quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

E FIM...

Sempre que terminamos um relacionamento procuramos justificar o motivo atribuindo culpa aos defeitos do ex-amor. Seja um fim amistoso ou traumático, a culpa nunca é nossa, do nosso orgulho, da nossa mania de idealizar o homem ou a mulher perfeita, dos nossos próprios defeitos. Precisamos de um culpado para não demonstrar que vivemos numa época de sentimentos banalizados. Não precisamos de muito para começar um namoro e menos ainda para terminá-lo. Como já disse aqui, todos dizem eu te amo, a frase da moda. Nada contra a modernidade de sentimentos. Participo dessa transformação e acredito que poucos da minha geração conseguem fugir dessa forma de viver a vida. Beijar na boca é muito bom, transar com alguém por quem sentimos desejo é melhor ainda e apesar disso não ser nada perto de um sentimento verdadeiro, reconheço essas necessidades. A questão é se podemos amar sem viver do desejo, do beijo na boca. O ideal seria que sentíssemos isso pela pessoa amada, mas na prática não é bem assim que as coisas funcionam, principalmente nos dias de hoje. O desejo sempre vem por aquele amigo de longa data, daquele primo e as oportunidades surgem sempre na hora errada, quando temos alguém legal passando pela nossa vida. Na verdade isso é a vidas nos testando e analisando até aonde somos capazes de ir pelo instinto. O que nos resta é viver uma vidamedíocre mantendo a pessoa que amamos na mentira enquanto giramos no círculo das paixões ou tomar mais coerente que consiste em tomar a decisão de transformar defeitos em motivos para o fim. Quem dera se tivéssemos coragem de dizer que estamos terminando um relacionamento por querer transar com fulano ou beijar beltrano. Deixamos de fazer isso com medo do que vão pensar, mentimos por medo de sermos julgados. E magoamos, sempre!

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