No fim da década de oitenta e início dos noventa, o público gay

tinha uma revista mensal específica, era a
“Suigeneris”. A publicação geralmente trazia na capa celebridades, assumidas, enrustidas e afins. Seu conteúdo, além de mesclar entrevistas e matérias sobre o mundo gay, chegou a ter uma sessão de nu masculino explicito.
Devido a falta de anunciantes e com um público cada vez mais escasso, a revista simplesmente deixou de existir. A sua principal sucessora foi a
“G Magazine” que apelou para o sexo para poder recuperar o público da “Sui”, começou

de uma maneira tímida, convidando GO GO boys, garotos de programas, e dj´ s famosos da cena gay brasileira a posarem nus para a revista. No auge da revista, famosos como os jogadores Vampeta, Dinei, os atores Nico Puig, Rodrigo Phavanello e os cantores Roger (do grupo Ultrage a Rigor) e Latino, mostraram tudo nas suas páginas.
Mas o formato se desgastou e passou a atingir o também o público feminino, afastando os leitores gays que clamavam por mais conteúdo.
Atualmente, além da “G Magazine” o mercado editorial voltado para o público gay, possui mais três opções neste segmento. A
“Junior” é a mais dedicada em conteúdo para os homossexuais, criada pelo mesmo grupo que produz o famoso site mix brasil, matérias que englobam arte, cultura,

literatura e comportamento de uma maneira bem descontraída e focada, apela ao sexo, mas de uma forma mais sutil, nada explicito, um tanto o quanto poético. Já a
“DOM – de outro modo” tem um formato mais comercial, atinge sim o público gay, mas chama a atenção do público feminino por apresentar ensaios sociais com famosos. A terceira publicação, a
“Aimè” também apela para estes ensaios com famosos, mas das três, é a mais sofisticada, apresentando entrevistas inteligentes e um conteúdo milimétricamente pensado e desenvolvido para o público homossexual.
Pelo visto, as publicações editoriais voltadas para este público só fazem crescer, e quem ganha com isso são os próprios gays.
Nenhum comentário:
Postar um comentário