terça-feira, 30 de dezembro de 2008

QUEM DÁ MAIS

Você pagaria 10 reais por uma bala? Quem sabe 50 por um par de meia? Talvez 80 por uma barrinha de chocolate?O fato é que há quem compre! A questão é: porque tem demais ou por que não dá valor ao dinheiro? Comecei a pensar nisso no último dia 20 de dezembro, no estádio do Morumbi, onde assisti ao show da cantora Madonna em São Paulo. Se soubesse que tudo seria to caro tinha levado um lanchinho de casa. Um saco de pipoca ou um pacote de salgadinho que não chegam a dois reais, no show era vendido cinco reais, com troco máximo de vinte reais. A água, que do lado de fora do estádio era vendida a um real, custava três. E o lanche natural, que pagamos no máximo quatro reais, lá era vendido a oito, eu disse oito reais. Mas o absurdo maior foi o da máfia da capa de chuva. Do lado de fora do estádio, mascates vendiam duas capas de chuva por cinco reais. Preço bem salgado se levarmos em conta que estas capas não passam de saquinhos de lixo. Já dentro do Morumbi o preço era de cinco reais cada, mas quando a chuva começou a ameaçar a cair, o valor subiu para dez reais. No fim, a chuva não veio e quem comprou o “saquinho de lixo” ficou no prejuízo. Quando questionada pelo alto valor dos produtos dentro do estádio do Morumbi, uma das vendedoras do local justificou que o valor é atribuído a uma tabela pré-estabelecida pelos diretores do Morumbi. Uma dúvida fica no ar: se este é mesmo o valor das coisas no Estádio do Morumbi, será que é com este dinheiro que o São Paulo faz as suas contratações milionárias? Será que não há um outro recurso de renda que não prejudique o bolso dos freqüentadores do espaço? Ou será que o alto valor dos produtos foi atribuído ao fato dos fãs da cantora Madonna terem desembolsado o mínimo cento e sessenta reais para ver a diva? ilustração: Fotosearch

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