o último equívoco de Hollywood com nosso país. E para falar a verdade não vou ficar aqui desmentindo o filme, até porque é claro para todos nós que se como o filme supõe, nós maltratamos estrangeiros, a população não seria composto por filhos, netos e bisnetos de imigrantes.
O problema está na apresentação do filme no país. Há dois anos, os cinemas lotaram, todos queriam ver aquele filme americano que cita o Brasil, tanto faz se falando o importante é que estávamos em Hollywood. E no último dia sete, a Rede Record apresentou o filme como um grande sucesso do blockbuster americano, sucesso esse que foi feito por aqui, pois a bilheteria patinou no mundo todo.
Às vezes tenho inveja da Índia, que produz o seu próprio cinema que é ovacionado e valorizado pelo seu povo e aclamado pela crítica mundial pela sua sensibilidade.
O Brasil peca por não ser nacionalista. Se tivéssemos mesmo o orgulho que dissemos que temos do nosso país, sabotaríamos um filme que fala mal e diz mentiras de nossa cultura, e sequer permitiríamos que ele fosse transmitido pela TV aberta. Não estou falando de censura, estou falando de postura crítica, que falta muito em nós. E essa falta de amor pelas nossas tradições ultrapassa as barreiras do cinema, consumismos a cultura americana como um espelho no que queremos ser, amamos a música estrangeira e não nos damos a oportunidade de ao menos conhecer a nossa música. E quando fala em música não incluo os hits (funk, axé, pagode e afins), mas as canções que fizeram de Roberto Carlos rei, das canções de Caetano, Gil, Bethânia, Chico... que tinham todo o sentimento nacionalista e que custou a liberdade destes artistas, da Bossa Nova, do samba de raiz... Não digo que é preciso gostar de tudo isso, mas que é obrigação de qualquer brasileiro conhecer, ah isso é.
Uma explicação plausível para este desinteresse, poderia ser desilusão do brasileiro com a política, com a violência, mas devemos refletir que somos responsáveis por todos os nossos problemas, e está em nossas mãos a mudança.
Fico pensando se um dia nós seremos nacionalistas. se resgataremos aquele importante sentimento que começou a se perder na ditadura militar.
Fonte:
www.e-pipoca.com.br
domingo, 11 de janeiro de 2009
ONDE ESTARÁ O NACIONALISMO BRASILEIRO?
No último dia 07 assisti a um filme na TV que me despertou para uma reflexão, acredito que você já ouviu falar dele, chama-se “Turistas”. A película norte americana causou polêmica quando estreou nos cinemas brasileiros há dois anos, por abortar o tema do tráfico mundial de órgãos na Amazônia. O filme mostra um Brasil desconhecido da maioria da população, um Brasil composto de bandidos, de gente que maltrata americano (?) e que supõe que o trafico de órgãos no país, alimenta a nossa população.
Mas o problema não está no filme, este não é o primeiro e nem será
o último equívoco de Hollywood com nosso país. E para falar a verdade não vou ficar aqui desmentindo o filme, até porque é claro para todos nós que se como o filme supõe, nós maltratamos estrangeiros, a população não seria composto por filhos, netos e bisnetos de imigrantes.
O problema está na apresentação do filme no país. Há dois anos, os cinemas lotaram, todos queriam ver aquele filme americano que cita o Brasil, tanto faz se falando o importante é que estávamos em Hollywood. E no último dia sete, a Rede Record apresentou o filme como um grande sucesso do blockbuster americano, sucesso esse que foi feito por aqui, pois a bilheteria patinou no mundo todo.
Às vezes tenho inveja da Índia, que produz o seu próprio cinema que é ovacionado e valorizado pelo seu povo e aclamado pela crítica mundial pela sua sensibilidade.
O Brasil peca por não ser nacionalista. Se tivéssemos mesmo o orgulho que dissemos que temos do nosso país, sabotaríamos um filme que fala mal e diz mentiras de nossa cultura, e sequer permitiríamos que ele fosse transmitido pela TV aberta. Não estou falando de censura, estou falando de postura crítica, que falta muito em nós. E essa falta de amor pelas nossas tradições ultrapassa as barreiras do cinema, consumismos a cultura americana como um espelho no que queremos ser, amamos a música estrangeira e não nos damos a oportunidade de ao menos conhecer a nossa música. E quando fala em música não incluo os hits (funk, axé, pagode e afins), mas as canções que fizeram de Roberto Carlos rei, das canções de Caetano, Gil, Bethânia, Chico... que tinham todo o sentimento nacionalista e que custou a liberdade destes artistas, da Bossa Nova, do samba de raiz... Não digo que é preciso gostar de tudo isso, mas que é obrigação de qualquer brasileiro conhecer, ah isso é.
Uma explicação plausível para este desinteresse, poderia ser desilusão do brasileiro com a política, com a violência, mas devemos refletir que somos responsáveis por todos os nossos problemas, e está em nossas mãos a mudança.
Fico pensando se um dia nós seremos nacionalistas. se resgataremos aquele importante sentimento que começou a se perder na ditadura militar.
Fonte:
www.e-pipoca.com.br
o último equívoco de Hollywood com nosso país. E para falar a verdade não vou ficar aqui desmentindo o filme, até porque é claro para todos nós que se como o filme supõe, nós maltratamos estrangeiros, a população não seria composto por filhos, netos e bisnetos de imigrantes.
O problema está na apresentação do filme no país. Há dois anos, os cinemas lotaram, todos queriam ver aquele filme americano que cita o Brasil, tanto faz se falando o importante é que estávamos em Hollywood. E no último dia sete, a Rede Record apresentou o filme como um grande sucesso do blockbuster americano, sucesso esse que foi feito por aqui, pois a bilheteria patinou no mundo todo.
Às vezes tenho inveja da Índia, que produz o seu próprio cinema que é ovacionado e valorizado pelo seu povo e aclamado pela crítica mundial pela sua sensibilidade.
O Brasil peca por não ser nacionalista. Se tivéssemos mesmo o orgulho que dissemos que temos do nosso país, sabotaríamos um filme que fala mal e diz mentiras de nossa cultura, e sequer permitiríamos que ele fosse transmitido pela TV aberta. Não estou falando de censura, estou falando de postura crítica, que falta muito em nós. E essa falta de amor pelas nossas tradições ultrapassa as barreiras do cinema, consumismos a cultura americana como um espelho no que queremos ser, amamos a música estrangeira e não nos damos a oportunidade de ao menos conhecer a nossa música. E quando fala em música não incluo os hits (funk, axé, pagode e afins), mas as canções que fizeram de Roberto Carlos rei, das canções de Caetano, Gil, Bethânia, Chico... que tinham todo o sentimento nacionalista e que custou a liberdade destes artistas, da Bossa Nova, do samba de raiz... Não digo que é preciso gostar de tudo isso, mas que é obrigação de qualquer brasileiro conhecer, ah isso é.
Uma explicação plausível para este desinteresse, poderia ser desilusão do brasileiro com a política, com a violência, mas devemos refletir que somos responsáveis por todos os nossos problemas, e está em nossas mãos a mudança.
Fico pensando se um dia nós seremos nacionalistas. se resgataremos aquele importante sentimento que começou a se perder na ditadura militar.
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www.e-pipoca.com.br
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